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9 de agosto de 2014

4

Análise (SnesTrollgia) Taiketsu!! Brass Numbers


NOME: Taiketsu!! Brass Numbers
DESENVOLVEDORA: Laser Soft
GÊNERO: Luta
PUBLICADO POR: Laser Soft
ANO DE LANÇAMENTO: 1992
MODOS DE JOGO: Single/Multi Player

E aê pessoal beleza o/

No mundo dos video games temos a capacidade de conhecer muitos games diferentes, de diferentes gêneros e pra diferentes gostos (nossa eu escrevi muito a palavra diferente agora... vish escrevi de novo kkkk). Nos anos 90 os games de luta se tornaram extremamente populares graças ao surgimento do clássico Street Fighter II, e graças a isso muitas empresas tentavam emplacar games de luta na esperança de conseguir uma fatia dos lucros astronômicos que a Capcom vinha fazendo com seu mega hit. Tivemos bons frutos dessas tentativas como Mortal Kombat, que colocou toda a violência dentro dos games que o hardware da época permitia (cara como eu gosto dos games clássicos de Mortal Kombat). Mas também tivemos games que não deram certo... mas por que não? Alguns porque não tiveram sorte pois eram muito bons e outros porque eram simplesmente ruins.
E com essa introdução vamos ter o tema de nossa análise com um game ruim do Super Nintendo. Então crie coragem pra ler e clique no CONTINUE LENDO....
Kit completo pra quem tiver coragem de colecionar kkkkkk
Eu posso me considerar um cara de sorte, pois eu consegui ter muitos games no passado por comprá-los no Paraguai a preços muito mais baixos ou nos camelôs aqui na minha cidade. Mas eram raras as vezes em que eu ganhava um game de presente (aniversário, natal, etc), e quando ganhava quase sempre eram games ruins que custavam mais barato... Já chegaram a me dar cartuchos de NES de presente sendo que eu não tinha o console e ainda diziam que era a mesma coisa.... Sabem de nada! Inocentes!! E foi num aniversário que eu fui presenteado com o game Taiketsu!! Brass Numbers de Super Famicom (SNES japonês). A princípio parecia a melhor coisa ter ganho um game desses mas depois de jogar... Bem conto o destino disso no final da análise. Vamos agora falar do game em si...

TELENET JAPAN

Sledge e Layban batendo no logo da Laser Soft
é a única punição que a empresa
sofre por criar esse game...
Como eu falei antes o sucesso de Street Fighter II foi o que levou muitas empresas a produzir os seus games de luta e a Telenet Japan, uma empresa que tinha um certo respeito no mercado de games no Japão pelos games da franquia Valis (famosos no Mega Drive e no PC Engine) com sua subsidiária Laser Soft (que coincidentemente portou Valis IV pra Super Famicom) lançaram em 20 de novembro de 1992 a sua tentativa de derrubar Street Fighter II do topo... e, assim nasceu Taiketsu!! Brass Numbers. Como padrão das minhas análises confira antes a abertura do game.



QUE NOME É ESSE??

Arte da Caixa
Normalmente não nos preocupamos muito em traduzir nomes de games, afinal alguns nomes são de certa forma uma identidade do game em si. Por exemplo, Super Mario World é Super Mario World em todo lugar... Não vejo porquê chamá-lo de Super Mundo de Mario ou Mundo de Super Mario, até poque fica meio ridículo... Mas eu fiquei curioso quanto ao significado do nome de Taiketsu!! Brass Numbers e decidi traduzir pra ver no que dava. O resultado traduzido ao pé da letra fica da seguinte maneira: Confronto!! Números de Latão..... ... tá ficou ridículo não acha? Mas mesmo assim o que tem haver números de latão com um game de luta? Confronto até dá pra entender afinal são dois personagens se confrontando.... mas deixa... não vamos pegar tanto no pé do nome do game kkkkkkkkkkkkkk

ENREDO

O deus maligno DZ Main
Eu tinha o game com a caixa e o cartucho eu nunca soube qual a história desse game e o game também não dá nenhuma referência pra isso no início dele. Eu tive então de recorrer a internet mas materiais sobre esse game são poucos, somente encontramos referências a versão americana (é ele foi lançado nos EUA mas eu falo disso no final do post). A história seria mais ou menos o seguinte.
Em um mundo pós apocalíptico um deus maligno chamado Dz Main almeja dominar a Terra, e pra isso ele conta com um exército de guerreiros poderosos. Seu objetivo é escolher um desses guerreiros que escapa do controle maligno de Dz Main e agora deve enfrentar os demais até chegar ao Dz Main pra por um fim no seu plano.
É uma história simples, não é a melhor trama de um game de luta mas serve pra dar uma base pra entender um pouco o que se passa no game.
Só não consigo entender onde se encaixa os Números de Latão nessa coisa toda kkkkkkkkkk

PERSONAGENS

Brass Numbers conta com 10 personagens no total sendo 7 selecionáveis e 3 chefes. Infelizmente você não poderá jogar com os chefes de maneira convencional, apenas usando códigos de Game Genie mas isso fará com que o game trave. O elenco conta com personagens bem genéricos em algum ponto, provavelmente inspirados em alguns personagens de Street Fighter II. Bora então conferir o elenco?

Não... não é o Son Gohan kkkk
Sledge the Brassy Hero: Sledge é o protagonista do game, e até então o herói que vai salvar o mundo do mal. Sledge usa uma roupa vermelha e tem cabelo loiro espetado (não é um Super Saiyajin kkkk) seus ataques são um fireball que ele lança com uma mão e uma especie de dash punch que vai em direção do oponente. Seu super ataque (sim cada personagem tem uma espécie de super ataque, mas explico melhor como funciona na sessão de jogabilidade) é um super soco que joga o oponente longe.
Sledge seria tipo o Ryu do game apesar de suas roupas lembrarem mais uma versão futurista das roupas usadas pelos personagens Billy e Jimmy Lee de Double Dragon.
Agora eu pergunto o que vem a ser um Brassy Hero um herói de latão? kkkkkkkkkkkkkkkk dá pra vender ele pro ferro velho pra ganhar uns trocados? kkkkkkkkkkkkk.


Esse herói tá com cara de mau... sei não heim kkkkkkkkk

Galã de Bollywood kkkkk
Layban the Brasshat Deserter: Layban é idêntico a Sledge em termos de estilo de luta e jogabilidade. Ele possui um mesmo fireball e dash punch a sua maior diferença nesse quesito é que ele é especializado em chutes ao invés de socos e consequentemente seu super ataque é um chute poderoso que joga o inimigo longe. Suas roupas são também idênticas as de Sledge porém com a cor predominante azul.
Podemos dizer então que ele é o Ken do game mas ao contrário dos dois personagens de Street Fighter II os dois aqui são rivais e não amigos.
Agora o que eu quero mesmo saber é o que vem a ser um Brasshat e porque ele desertou de ser isso? Se separarmos as palavras a tradução literal seria Brass = Latão e Hat = Chapéu então podemos dizer que ele é um ex chapéu de latão? kkkkkkkkkkkkkk não faz sentido.... e acho que não foi só eu quem notou mas o Layban tem uma cara de ator de filme indiano....


Bora dar um rolê de jipe com o Layban?

Heavy Metal \m/ kkkkk
Amon the Heavy Metal King: Amon é o metaleiro do game, suas roupas e estilo lembram um integrante de bandas de Glam Rock dos anos 80. Amon é bastante lento e não possui fireballs mas seus golpes causam um bom dano e mesmo com a baixa velocidade Amon consegue pular alto em relação a muitos personagens do game o que facilita um pouco caso você aposte no ataque aéreo pra vencer a luta. Amon tem dois super ataques sendo um onde ele arremessa o personagem contra o teto (que não existe na maioria dos estágios) ou contra o chão.
Amon é um personagem que abusa da força física e tem um estilo que pode ser classificado como de um lutador de luta livre, com golpes que lembram muito os usados por quem pratica esse esporte. Daria pra dizer que a inspiração pra Amon é o Zangief.
Dentre as piadas que eu vi na internet sobre o Amon a melhor com certeza é Rejeitado do Kiss (kkkkkkkkk) fazendo piada com seu estilo.


Nova banda de Heavy Metal
Conheçam a FART....

Ikkiiiiiiiiiii!!!!!! kkkkkkkkkk
Daisy the Dancing Plant: Daisy é a presença feminina do game. Ela é uma lutadora bastante ágil e seu maior atributo é a velocidade. Daisy se move rápido e isso pode garantir uma vantagem sobre os outros lutadores. Daisy também não possui fireballs mas possui dois super ataques sendo um que lança o personagem pro teto e o outro pro chão (como faz o Amon).
Poderíamos dizer que Daisy é o equivalente a Chun-Li mas seus atributos passam longe da musa de Street Fighter II, suas roupas são uma espécie de roupa de ginástica daquelas usadas nos anos 80 (lembrei dos programas de TV que o Mestre Kame assiste em Dragon Ball heheheheh) mas seus atributos corporais não são notáveis.
Dizem as más linguás que Daisy é na verdade o Shun de Andrômeda do anime Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco pros fãs BR) e se você bater muito nela uma fênix aparece e te mata no game kkkkk apesar de que uma planta dançante ainda não faz muito sentido....


Onde estará o meu irmão?
Ou o Hyoga kkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Esse comeu muito pastel de flango
P.Lump the Fatty Bomber: P.Lump é o cara com estilo oriental do game e também o gordinho do elenco. Apesar do peso ele tem uma boa agilidade e ataca com diversos golpes incluindo sua trança como arma. P.Lump tem também um fireball onde ele cospe fogo no chão e este vai em direção ao oponente. Seu super ataque consiste de um arremesso onde ele usa a trança pra jogar o oponente.
P.Lump tem claramente inspiração no E.Honda que é o lutador de peso de Street Fighter II mas seu fireball pode ter sido inspirado em Dhalsim. Apesar disso acho que o estilo de P.Lump está mais pra chinês e não japonês.
O nome do personagem é um trocadilho com a palavra Plump que numa boa tradução quer dizer Roliço dando assim ênfase ao seu físico. O título de Fatty Bomber (Bombardeiro Gorduroso) é no mínimo curioso kkkk dá pra ver que os produtores do game tinham uma imaginação um bocado fértil... ou muito LSD estocado...


P.Lump indo embora pro Brasil pra abrir uma pastelaria kkkkkk


Cabelos lindos e sedosos...
Grimrock the Beast Trooper: Já temos dois personagens parecidos, uma mulher e um gordinho então porque não um monstro? E assim colocaram Grimrock no game. Seus ataques são ágeis e ele tem bons golpes mas se comparados ao Sledge, Layban e Daisy ele pode não ser uma boa escolha. Ele também possui dois super ataques onde em um ele lança o oponente pro teto e o outro ele faz com que um raio caia no oponente.
Continuando a comparar as coisas com Street Fighter II é fácil notar que colocaram um monstro inspirando-se no Blanka (pelo menos esse não é brasileiro kkkkk). Mas em termos de visual ele se parece mais com um monstro que você veria num episódio de Ultraman... ou uma versão desnutrida do Godzilla kkkk
Sobre o seu título (Beast Trooper) só consigo imaginar um exército de lagartos no estilo dele... mas nada supera a família dele e os filhos.... sim ele tem família kkkkkk


Contemplem a família Grimrock...
Qual o nome dos filhos??

Glacius... não pera....
LC-38X the Liquid Creature: Um ser sem forma definida com o corpo em estado líquido. Apesar da aparência esquisita ele possui golpes bem variados como um Fireball, rasteiras deslizantes e uma agilidade razoável. Poderia ser uma opção viável pra se jogar num duelo em 2 jogadores sem ter a performance comprometida. Seu único super ataque faz uso do seu corpo líquido onde ele envolve o oponente com o mesmo e o faz se afogar.
Taí um personagem que eu não consigo referências em Street Fighter II... eu poderia dizer que ele foi inspirado no Geegus de World Heroes (SNK/ADK) mas acho que o game foi feito depois de Brass Numbers.
Pra dizer a verdade eu diria que essa coisa é uma versão derretida do Glacius do Killer Instinct ou uma Amoeba que criou vida e decidiu virar lutador kkkkkkkkkkkkk


Fique atento... ele pode estar andando desta forma por aí....
Hahaaa achei ele no street fighter


Não... eu não pintei o Sledge
de preto ele é assim mesmo
Shadow the Left Hand of God: Shadow é o primeiro chefe do game e ele na verdade é você... exatamente.... Shadow nada mais é que uma cópia do seu personagem, ou seja se você estiver jogando com o Layban ele vai ser uma sombra do Layban com todos os golpes. Então enfrentá-lo (já que ele não é um personagem jogável) seria o mesmo de estar enfrentando o seu próprio personagem pintado de preto.
Acho que apesar de parecer que não tinham uma ideia interessante esse pode ser considerado um jeito diferente de fazer o Mirror Match e assim dar um jeito no limite de personagens que o game possui... mas nem todo mundo pode se agradar de ver um monte de piche como o primeiro chefe do game (Noob Saibot não curtiu isso kkkkkk).


Shadow (Versão Sledge) usando seu super ataque...
Ao fundo DZ Main e Ashura assistem a luta.

Perdeu Goro tenho mais
braços que você!!
Ashura the Right Arm of God: O segundo chefe do game, Ashura é um cara com seis braços que faz valer o seu posto como braço direito de deus (só não sei qual dos três braços direitos kkkkk). Enfrentar Ashura oferece um desafio bem elevado pois ele conta com fireball, ataques aéreos uma sequência de socos e golpes bons pra contra atacar. Seu super ataque é uma espécie de pilão que termina com você envolvido em chamas.
Onde será que eu vi um game de luta onde o oponente que enfrentamos antes do último chefe tem mais de dois braços? Ahhh!! Mortal Kombat!! Como eu poderia me esquecer do Goro!! kkkkkkkkkkk
Apesar da comparação com o famoso personagem de MK, Ashura acaba sendo um personagem bem mais original do que o esperado ainda mais se compararmos com o primeiro chefe, Shadow.


Ashura mostrando seu super ataque e fazendo jús a posição de
Braço Direito de Deus...

Cara de psicopata e cabelos mais
bonitos que os da Daisy kkkkk
DZ Main the Brazen God: Por fim o último chefe do game. DZ Main é um cara bastante apelão ele tem golpes pra quase toda situação, tem fireball, ataque alto, ataque baixo, e muitos outros que servem também pra sua defesa. Main tem dois super ataques que fazem cair um raio a diferença é que um atinge você (parecido com o do Grimrock) e o outro atinge a ele mesmo mas lhe causa dano.
Como último chefe Main cumpre bem o seu papel, ele age como um ser overpowered, tem golpes que massacram seu personagem, é apelão e ainda por cima flutua ao invés de andar só pra parecer superior... Como ele é um deus, segundo o game, ele tem que parecer badass.
Agora vamos as curiosidades e piadas... O título Brazen God pode ser traduzido de duas formas uma é o Deus de Latão... kkkkkkkk... que me faz pensar que esse deus é pura sucata. E o segundo modo é Deus Descarado que também soa engraçado afinal o cara é folgado então kkkkkkkkkkkkkkk


DZ Main finalmente se mostra na luta contra o Son Go... er... Sledge...

Bom com isso você já conhece todos os personagens deste game. Esse é o elenco que estará presente durante todo o jogo.

JOGABILIDADE

Controles

A briga pelo controle é grande...
Os controles em Brass Numbers não são um exemplo de perfeição... na verdade eles ficam devendo um pouco na resposta e oferecem uma configuração um bocado peculiar pra um game de luta 2D. Por padrão temos o seguinte:

  • ◄ e ►: Movimentam o personagem pra frente e pra trás respectivamente de acordo com o lado que você se encontra.
  • ▼: Abaixa (duh!)
  • ▲: Se você pensou que eu iria dizer pula... se enganou... mas esse botão serve pra ser pressionado junto de algum outro pra usar golpes específicos pra evitar ataques aéreos e em alguns comandos como os fireballs de Sledge e Layban
  • Y: Soco
  • X: Chute
  • B: Pulo... isso mesmo o game tem um botão de pulo como um game de plataforma. No começo vai ser a coisa mais estranha de se usar mas dá pra se acostumar... ou não...
  • L e R: Defesa assim como em Mortal Kombat.
  • START: Pausa o game.
Apesar de não responder tão bem quanto deveriam, os controles em combate são simples pra se executar comandos especiais já que a maioria é feito com duas simples combinações. Ou segurando ◄ e em seguida pressionando ► e o botão de soco ou de chute. Ou fazendo o mesmo com ▼ e ▲. Inclusive esses ataques podem ser carregados se você manter os botões ◄ ou ▼ segurados por mais tempo.

Modos de Jogo

Brass Numbers oferece três modos de jogo "diferentes" sendo dois dedicados ao Single Player e um ao Multi Player competitivo. Existem poucas diferênças entre eles mas no geral em todos você luta sem parar kkkk

Tela de seleção de oponentes
Normal Mode: Esse seria o Arcade Mode dos games de luta que você está acostumado a jogar. Aqui você escolhe seu personagem mas ao contrário dos games de luta comuns você pode decidir a ordem em que você enfrenta os demais, com exceção dos chefes. As lutas são de apenas um round durante os combates normais e no modo tradicional (com o melhor de três) contra os chefes.
Tela de VS do game
Sledge parece não gostar muito de Metal hehehe
Ao derrotar um oponente o restante do seu HP serve como pontos pra você melhorar os atributos do seu personagem (explico melhor isso numa sessão dedicada) e você também recebe um Password pra usar esse personagem customizado ou continuar o game depois. Após derrotar todos os inimigos e chefes você poderá assistir o final, em seguida os créditos e somente depois uma cutscene própria de cada personagem.

Tela de seleção de personagens no Single Player
As artes dos personagens são bem feitas...
 mas o game...
Easy Mode: Aqui você tem o mesmo que no Normal Mode mas como o próprio nome demonstra, a dificuldade é reduzida, mas não só isso. Temos algumas perdas pra compensar a redução da dificuldade. Você não irá receber um Password pra aproveitar seu personagem editado e não verá todo o final sendo largado na tela de título após os créditos. O curioso aí é que isso não precisava ser um modo diferente no menu principal, bastava colocar uma opção nas configurações do game, mas o que esperar de um game que coloca um botão de pulo pra se jogar e tem latão no nome kkkkkkk

Escolhendo personagens no VS Mode
VS Mode: O tradicional um contra um... Aqui você pode selecionar entre os sete personagens padrão do game (esqueça os chefes...) e lutar pra ver quem é o melhor em três rounds. É possível usar seu personagem customizado inserindo o Password previamente adquirido no Normal Mode.

NOTA: Jogando no VS você poderá escolher o mesmo personagem livremente mas só pode jogar em um mesmo cenário e com uma mesma música pra cada round.

Personagens Customizáveis e os "Super Ataques"

Um aspecto diferente e até interessante de Brass Numbers é a possibilidade de customizar um personagem melhorando seus atributos. E após fazê-lo poder reusá-lo no modo VS ou mesmo continuar um game no Normal Mode usando um Password.


Exemplo das barras que representam seu HP no game.

Como você pode perceber na imagem a barra de HP do game é dividida em quatro partes, e o que parece no mínimo estranho tem um significado. Após vencer a luta as partes do HP que sobrarem serão usadas pra melhorar os atributos dos seu personagem. Dos atributos que você pode melhorar temos o seguinte:


Tela de customização dos personagens
3 pontos foram usados e resta apenas 1...

  • Arm Power: Representa a força dos braços do seu personagem. Aumentar esse atributo vai fazer com que os ataques que usam o botão de soco (padrão Y) se tornem mais fortes.
  • Leg Power: Da mesma forma que o anterior, porém se trata da força das pernas. Quanto maior for o número mais forte ficam os ataques feitos com o botão de chute (padrão X).
  • Def. Power: Aumenta a sua defesa e com isso os danos causados por ataques recebidos serão bem menores. Porém esse atributo não tem nenhuma influência sobre a defesa (botões R e L) padrão que permanece da mesma forma.
  • Vital Power: Nesse game você pode recuperar seu HP caso você não receba dano por algum tempo. Mas essa recuperação funciona da seguinte forma, ela só enche o bloco da barra que ainda tiver um pouco de HP, por exemplo, se você tiver com um bloco vazio ele não vai ser recuperado mas se ainda houver uma pequena quantidade de HP nele ele vai se reencher aos poucos. Resumindo, quanto maior esse valor mais rápido vai ser a sua recuperação.
  • Soul Power: Aument aa força dos seus golpes especiais, fireballs, etc. Um atributo muito bom de se elevar pra que os ataques especiais que fazem uma boa diferença nas lutas lhe ajudem ainda mais.
Shadow e Ashura aparecem nas sombras...
Peraê... o Shadow já é uma sombra...
Então ele aparece normal na foto kkkkkk
Agora falando dos "super ataques" vamos observar o seguinte. A maioria dos games de luta que trazem super ataques usam uma barra de power ou algo como HP piscando pra representar a possibilidade de se executar um ataque mais poderoso que causa mais danos e tem uns efeitos mais atrativos, isso pelo menos nos grandes games de luta que conhecemos, mas em Brass Number não temos nada disso e o que chamamos de "Super Ataques" nada mais é do que os arremessos, tacadas, throws, agarrões, etc que vemos em outros games. Você chega perto de um oponente e pressiona o botão de soco ou de chute (Y e X respectivamente por padrão) e ao invés de o seu personagem simplesmente arremessar o oponente como vemos nos games de luta ele vai fazer isso com efeitos a mais dando a impressão de que aquilo é algo especial... Alguns são até interessantes mas a maioria é bem sem sentido pois lançam o personagem contra o teto que por sua vez é inexistente nos cenários de batalha. Pra demonstrar o poder dos "super ataques" eu fiz um pequeno vídeo com os ataques dos personagens jogáveis do game. Confira abaixo.



Configurando o Game

Tela de configurações do game
Até nas configurações Brass Number é simples e ao mesmo tempo esquisito. Veja o que é possível se mudar nessa tela.

  • Key Type: Permite escolha do padrão de botões usados pra soco, chute e pulo. Mas ao contrário de muitos games de luta que oferecem uma opção de customizar o controle aqui você só pode escolher os padrões predefinidos, que são 8 no total.
  • Music Test: Serve pra ouvir as músicas do game. É possível escutar todas as músicas tocadas (inclusive as dos finais dos personagens) e curiosamente o som dos raios na abertura são uma faixa de música e não um efeito sonoro.
  • S.E. Test: Da mesma forma que as músicas você também pode ouvir os efeitos sonoros que o game usa. Mas acho que não vai ser uma experiência interessante.
Como você pode ver o game não oferece muitas opções pra se alterar a jogabilidade deixando o jogador meio sem ter o que fazer...

GRÁFICOS

Vejam que a arte é bem feita
pra um game nem tanto...
Aqui o DZ Main tomou uma surra do Sledge
Os gráficos do game são bastante enganadores... eles não são ruins pra um game de 1992, tem cutscenes até bem desenhadas e os detalhes dos personagens não são tão ruins de se ver... mas se você se deixa levar pela arte o game te dá uma bela trollada... Nas lutas você começa a perceber que os quadros de animação são bem poucos e isso deixa os personagens duros com movimentos feios. Esse game pra mim é um daqueles exemplos onde a arte é muito mal aproveitada por mal uso dos gráficos... o efeito quando os personagens são colocados na arena é bem tosco e poderia não existir o que deixaria as coisas um pouco melhor.
Agora vamos falar dos cenários de batalha que merecem sim um parágrafo a parte. No total o game oferece 4 cenários de batalha... isso mesmo apenas 4... e eles são bem estranhos (pelo menos dois deles são bastante nonsense). E claro vale a pena mencionar que nenhum deles tem um "teto" embora muitos personagens ainda insistem em arremessar os oponentes pra ele nos "super ataques". Abaixo eu fiz uma pequena avaliação bem no meu estilo (heheheh).


Não espere jogar seu oponente nas estalactites no alto porque esse
não é Mortal Kombat

Esse é o primeiro cenário que você vai ver no game... é o segundo mais "normal" de todos apesar de que eu tenho algumas dúvidas sobre ele... Primeiro eu quero saber se isso roxo é água, fumaça ou nuvens? E o que vem a ser aquele efeito no céu acima da cidade? Considerando as estalactites no "teto" podemos assumir que estamos dentro de uma caverna? Se sim como vemos o céu de dentro de uma caverna? Como podem perceber o segundo cenário mais "normal" já tem uma porção de coisas diferentes...


Se um dos lutadores tiver vertígens a luta acaba antes de começar...

Tá..... e agora? O chão, que na verdade é a parede de um prédio está na horizontal... mas estamos lutando na vertical... E tem mais, as janelas não se quebram quando pisamos nelas... Se o personagem escorregar e cair vai ser um Fatality? E as pessoas dentro desse prédio devem estar pensando o que ao ver uma cena dessas? Bom podemos dizer que o Homem Aranha não é mais o único que fica escalando paredes kkkkkkk


Arte contemporânea é outra história...

Agora me explica esse cenário.... Tem uma moldura, então estamos lutando dentro de um quadro? Mas como estamos lutando num quadro? Encolhemos? Fora o fato de ter bolas vermelhas no céu e blocos coloridos fazendo o chão do cenário.... e a propósito, esse quadro é alguma pintura famosa? Ou inventaram pro game fazendo uma mistura de elementos? Ah! Pelo menos desta vez podemos considerar que o teto é a parte de cima da moldura...


O altar onde você vai enfrentar o deus e os membros dele...

E esse é o cenário das batalhas finais do game e com certeza o mais normal de todos. Ele tem um ar de altar ou ruínas antigas e um fundo bem legal até. Você vai inclusive ver os próximos oponentes fazendo platéia enquanto você luta. Por exemplo, se você estiver enfrentando Shadow você irá ver Ashura e DZ Main assistindo a luta e ao derrotá-lo e for enfrentar o Ashura apenas DZ Main estará na platéia.

Com isso eu encerro a parte gráfica do game mostrando que apesar das coisas nonsenses esse não é dos maiores defeitos dele.

MÚSICAS E SONS

Será que uma OST seria realmente bem vinda??
A parte musical de Brass Numbers não é de todo ruim... ele tem algumas músicas bem legais, embora não sejam do tipo que fiquem grudadas na mente como as de outros games famosos. A composição das músicas leva nos créditos do game a assinatura de Junta tudo e joga fora e não foi lançada em separado como de muitos games famosos.
Numa avaliação geral acho que as músicas desse game ficam melhor num game de plataforma do que num de luta... Talvez se o game fosse desse gênero um resultado melhor seria alcançado. Como de costume eu fiz um rip do arquivo SPC com as músicas do game, no total são 17 faixas que incluem as músicas dos personagens e até o barulho dos raios na abertura.

Gosta de ouvir as músicas dos games que você joga? Faça o download da OST de Taiketsu!! Brass Numbers clicando NESSE LINK

Primeiro encontro com DZ Main
Quanto aos efeitos sonoros achamos mais um defeito do game... eles são pobres... o mesmo som que usamos pra confirmar uma seleção é usado pra quando os golpes acertam. Os outros sons são bastante esquisitos e deixam o game com o ar estranho que ele tem. Outro detalhe a ser notado é que o game não tem vozes... o que tira totalmente o clima dele... já imaginou o Ryu soltando um Hadouken mas sem falar nada? Então é isso que você vai ter com Brass Numbers... o game é totalmente mudo no quesito vozes.
Algumas pessoas dizem na internet que o game é tão ruim que ninguém quis atuar fazendo as vozes ou que o game estava quase todo pronto aí faltou grana pra contratar os atores pra fazer as vozes e assim decidiram deixar como estava kkkkkkkkkkkkk

DICA MAROTA

Se o truque der certo essa tela será exibida..
Basta escolher um número e pressionar A
Veja todos os finais sem ter de terminar o game

Pra fazer isso você deve conectar a Super Scope na porta do controle 2 do SNES e inserir o game e ligar o console. Ao invés do game entrar normalmente ele vai abrir uma tela com a frase VIS SEL seguida de um número. Basta escolher um número e pressionar A pra assistir a cutscene.

DOOMSDAY WARRIOR

Arte da caix americana
Como eu tinha dito anteriormente o game foi lançado no ocidente. Foi em 1993 pelas mãos da Renovation que também fazia parte da Telenet Japan que o game desembarcou em solo americano. Não só o nome que passou a ser Doomsday Warrior que consta como a única alteração que o game sofreu. Outros elementos foram alterados também. Abaixo segue uma pequena lista com algumas alterações que eu encontrei.
Cartucho americano
  • Como o título mudou todas as referências a LATÃO também foram removidas do game, um bom exemplo disso está no Sledge que agora é chamado de The Hero of Earth e não mais de The Brassy Hero.
  • Referências religiosas como deuses foram também removidas e com isso DZ Main que agora é chamado somente de Main não é mais The Brazen God mas sim The Evil Wizard (O Feiticeiro Malígno) e seus capangas são mão esquerda e braço direito do mal e não mais de deus.
  • LC-38X passou a se chamar Nuform
  • Grimrock também teve seu título alterado de Beast Trooper pra Dizzen Lizard provavelmente porque acharam que numa possível interpretação ele poderia ser reconhecido como Soldado da Besta (leia com sentido religioso).
  • Quando derrotamos um personagem nos modos Normal e Easy ao invés de escrever Dead no lugar do nome do oponente eles escrevem Gone.
  • A abertura não mostra mais as versões SD do Sledge e Layban batendo no logo da empresa e nem sendo atingidos pelos raios.
Quer conhecer a versão americana? Faça o download da ROM clicando NESSE LINK

RECEPÇÃO E LEGADO

Brass Numbers ou mesmo Doomsday Warrior não teve o resultado esperado pela Telenet Japan, o game leva consigo a história de ser odiado por muitas crianças que esperavam algo no nível de Street Fighter II (eu mesmo fui uma delas). Acredito eu que nem 100 mil cópias deste game devem ter sido vendidas. 
Por conta disso o game caiu no esquecimento e não recebeu remake, port, ou relançamento em modalidades como o Virtual Console do Nintendo Wii e WiiU.

Minha tela favorita no game todo...
A de Game Over.... kkkkkkkkk
Na minha expriência com o game vocês já sabem de como eu consegui uma cópia desse game... mas minha experiência como jogador foi bastante manchada com esse game. Eu trato ele como um dos piores games de SNES que eu tive o desprazer de jogar. Eu nunca cheguei a terminá-lo no console na época porque detestava o game (ainda detesto) e tão logo dei um jeito de desfazer da minha cópia vendendo ela pra um otá... desavisado por R$15,00. Depois de tanto tempo eu decidi falar sobre ele aqui e tive de sofrer jogando ele novamente no emulador e posso dizer que nem assim minha opinião sobre ele ser um game ruim mudou. Claro que ele não é o pior game de luta do SNES (ainda tenho desgosto de lembrar de Pit Fighter kkkk) mas de longe também não é um bom game de luta.

CONCLUSÃO

DZ Main vai embora em uma coluna de luz...
E jurou que nunca haverá um Brass Numbers 2
kkkkkkkkkkkkkk
Taiketsu!! Brass Numbers pode ser considerado um game bastante troll porque você olha pra caixa e pra arte e pensa que pode ser um bom game, mas ao jogar de verdade você começa a lamentar e a perceber que as coisas não são bem assim.
Parte de trás da caixa
Talvez o game seja ruim por ter tido um orçamento pequeno e uma equipe de produção não tão boa mas como eu disse lá nas músicas o game poderia ser de plataforma que talvez tivessemos algo melhor.
Eu como tive uma má experiência deveria dizer pra você ficar longe do game e nunca jogar ele mas é importante que você jogue e tire suas próprias conclusões sobre ele. Agora vamos tentar listar uns prós e contras pra encerrar esse texto e assim eu vou poder me ver livre desse game por mais algum tempo kkkkkkkkkk

Prós
- Arte bonita pra um game de 1992
- Trilha sonora bem razoável
- Sistema interessante de customização de personagens

Contras
- Jogabilidade não muito agradável
- Efeitos sonoros pobres e ausência de vozes
- Muito limitado em termos de multiplayer


Toda ROM de SNES precisa de um emulador pra ser jogada. Se você ainda não tem um clique no link a seguir pra conhecer um emulador e tutorial de configuração passo a passo: SnesTalgia - Emulador SNES

Se quiser conhecer mais games de SNES faça uma visita na nossa sessão de análises e confira algumas boas recomendações de games pra você apreciar: Snestalgia - Análises

Eu me despeço por aqui desejando desta vez muita sorte, coragem e paciência porque o game não é bom e ter de jogar um game ruim com certeza dá muito mais trabalho. Bom... é isso aí e até a próxima o/.
Esta Análise tem o Selo de Qualidade SnesTalgia =D

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4 comentários:

  1. Escrever isso foi doloroso... relembrar foi fácil... o difícil foi ter de jogar pra pegar as screens e fazer os vídeos.... T_T

    ResponderExcluir
  2. Eu gostei muito do elenco de personagens, pena que o jogo seja feito de maneira tão preguiçosa
    Teria um bom potencial para ser um bom jogo, se não fosse tão inspirado em Street Fighter 2 e se não fosse feito de maneira tão preguiçosa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso acontece quando uma empresa que fazia bons games de plataforma tentar fazer um game de luta sem ter profissionais capacitados...
      Uma arte bem feita e músicas razoáveis não vende game, jogabilidade está acima de tudo e esse é um dos fracos do game.

      Excluir
    2. Concordo, o jogo tinha tudo para ser sucesso, eu até curti os personagens =D

      Excluir

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