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30 de setembro de 2014

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Choplifter - Dos Primórdios ao HD



Fala galera, tudo em ordem? Meu nome é Carlos e sou um novo integrante dessa equipe. Cresci jogando videogames a partir do final dos anos 80 com um Atari. Como primeira contribuição vou falar sobre a série Choplifter.
Choplifter é uma das minhas séries de jogos preferidos. Comecei jogando desde o arcade deste jogo até a última versão em HD para as novas plataformas. Neste artigo, vou mostrar toda a história de criação e analisar todas, ou quase todas, versões deste excelente jogo. Coloque seu capacete, ligue os motores e clique em CONTINUE LENDO para conhecer tudo sobre Choplifter.

Linda capa do jogo para o SNES


Vietnã... A guerra dos helicópteros, simbolizada pelo famoso helicóptero Huey (UH-1). Nesta época foi que o mundo viu pra que serviam essas máquinas versáteis e poderosas. Tiveram o papel decisivo na remoção de combatentes

Helicóptero Huey em ação no Vietnã
feridos, desembarque de tropas, fornecimento eficiente de suprimentos e munição, onde ao decorrer da guerra foram modernizando em sua capacidade de combate, com foguetes e metralhadoras para apoio aos combates terrestres. Com isso, o helicóptero acabou se tornando um símbolo de poder nas forças armadas, sendo responsável por uma importante divisão militar: a “cavalaria aérea”.


Por ser uma máquina que desperta um fascínio pelas pessoas, obviamente o helicóptero começou a fazer parte de muitas histórias e ficções em todos os formatos e mídias. Foi o verdadeiro herói em muitos filmes onde precisava resgatar o mocinho.


Indo além dos filmes, ficou claro que o helicóptero se encaixaria muito bem em jogos de vídeo game. E foi isso que aconteceu...


Criação do jogo


Como é de se imaginar, tudo começou com um jovem “nerd” fascinado por helicópteros. Em 1981, Dan Gorlin, 27 anos de idade com um currículo de dar inveja, terminou uma temporada trabalhando com pesquisa de inteligência artificial para a RAND Corporation durante 3 anos, quando viu que estava com tempo de sobra e sem urgência para conseguir outro emprego. Enquanto ele ficava em casa aguardando potenciais compradores de sua casa em Los Angeles, que ele e sua esposa haviam colocado à venda aproveitava o dia mexendo e aprendendo no microcomputador Apple II que era emprestado do seu avô que mal sabia ligar.
Dan Gorlin - Criador de Choplifter
Ao contrário do que pensam, Gorlin não era “chegado” em vídeo game, ele aproveitava o tempo com o Apple II fazendo o que ele sabia fazer de melhor, programar. Neste tempo rapidamente aprendeu a criar e manipular gráficos em bitmap. Como Gorlin era fascinado por helicópteros, ele começou desenvolvendo um programa que permitia que um jogador voasse em um helicóptero controlado pelo joystick. No início, ele tentou programar uma visão do piloto, mostrando a visão do cockpit em três dimensões, mas acabou desistindo dessa desgastante programação que era muito complicada para os hardwares muito limitados na época. Então continuou com uma visão simples em terceira pessoa do seu pequeno helicóptero.

Gorlin notou que precisava de uma renda e que podia ganhar dinheiro fazendo um jogo para o Apple II. Estava ai uma oportunidade que podia transformar seu simulador em um jogo real com desafios e um objetivo. Mais tarde ele adicionou um cenário, uns tanques inimigos e aviões para atirar, mas viu que ainda faltava alguma coisa. Foi então, que ele mostrou o seu simulador para um garoto que ele havia contratado para arrumar seu carro. “Você deve ter alguns homens para pegar”, disse o garoto – como em um de seus jogos de arcades favoritos famoso na época “Defender”.
Como Gorlin não conhecia vídeo games e muito menos o jogo mencionado pelo garoto, tratou de ir investigar este arcade de Defender.

Para quem não conhece o jogo "Defender" segue o vídeo mostrando o game:





Notaram a semelhança com Choplifter?

Defender foi a fagulha que faltava para completar seu jogo, fez ele pensar em um objetivo novo e único para o seu jogo. Em vez de pontuar por destruir inimigos, ele fez por resgatar reféns desarmados.

Apesar de “Defender” ter servido de inspiração para a criação de seu jogo de helicópteros, Dan Gorlin disse em uma entrevista que não gostava de copiar o que outras pessoas faziam. Choplifter, foi um jogo original, mais puxado para estratégia do que a maioria dos jogos de ação da época (link da entrevista).
Outro fato (negado por Gorlin) que pode ter tido influência em seu jogo, foi o caso do resgate mau sucedido de reféns norte americanos em Teerã em 1980, após a revolução Iraniana. A missão com seis helicópteros se transformou em um fiasco infame que custou a vida de oito soldados americanos, sem ter contato com um único refém sequer. Em Choplifter seria a chance de voltar à fase da missão e desta vez acertar.

Em apenas seis meses de desenvolvimento, Choplifter foi criado. No final de 1981 todos os conceitos básicos já haviam sido implementados. Convencido de que podia ganhar algum dinheiro com o jogo, Gorlin enviou seu protótipo para a Broderbund (na verdade a letra ”o” tem um risco, mas não consigo representar aqui no texto), no qual tinha uma estreita relação.

A Broderbund foi uma influente empresa americana de jogos de computador e softwares educativos que foi fundada em 1980. Ainda novata na época de Choplifter, tinha sido responsável pelo desenvolvimento dos jogos Galactic Empire, Apple Panic. Mais tarde ficaria conhecida também pelos famosos jogos Lode Runner, Karateka, Prince of Persia, Myst, série Carmen San Diego entre outros.


Karateka - Atari 7800
Lode Runner - Arcade
Quando colocaram o jogo do Gorlin para rodar, viram que tinham uma promessa em mãos... Tinha tudo pra ser um potencial sucesso da empresa, e logo trataram de fechar o contrato com ele. Mas para prosseguir com ascvendas do jogo, tiveram que fazer algumas adaptações. Originalmente, Gorlin havia desenvolvido Choplifter com um nível de realismo que seria prejudicial à diversão do game, onde o comportamento do helicóptero estava mais realístico.  A Broderbund somente “escalou” a um nível mais “jogável”, não perdendo sua identidade, deixando o helicóptero com a movimentação um pouco desajeitada e instável.

O entusiasmo da Broderbund provou ser justificada. Quando eles começaram a mostrar Choplifter em feiras, como a "AppleFest", as pessoas faziam filas em torno do joystick para jogar. Quando foi lançado em 1982 para o próprio Apple II, vendeu 9000 cópias em seu primeiro mês de mercado (excelente número para a época) e ao longo dos meses e anos portaram para todas as plataformas e consoles viáveis. Além disso, foi muito bem avaliado na época e foi considerado um dos quatro melhores jogos de 1985 com sua versão de arcade.


Choplifter!


Choplifter!
Depois de tanta história, é bom falar porque Choplifter fez bons números de vendas, filas para jogar e ports para muitas outras plataformas... Jogo ruim não podia ser, não é?

Boa parte da empolgação do jogo é pelo fato de não ser apenas mais um mero jogo de ação, ele foi algo diferente da maioria dos seus jogos concorrentes e tinha um tema original. Além disso, entrou em sintonia com algo que estava encravado na mente das pessoas nos anos 80 (pelo menos norte americanos): o resgate de reféns por helicópteros. Era a chance para se tornarem heróis novamente.

Não esperem de Choplifter uma história complexa e convincente. A trama segundo o manual é:

"Em uma área que compreende de a poucas milhas do leste da Patagônia  até ao sul de Curdistão, é controlado pelo Império Bungerling. Esta nação com ideologia militares, sequestrou uma delegação de 64 pessoas da Confererência das Nações Unidas sobre a Paz e Proteção as Crianças.

Um antigo tratado entre os Estados Unidos e os Burgelings permite que o Serviço Postal dos Estados Unidos mantenham um centro de distribuição em uma área que está próxima de onde os reféns estão presos. Você conseguiu contrabandear um helicóptero inteiro  para o centro postal disfarçando as peças por uma máquina de triagem de correios. Após remontar seu helicóptero, você cuidadosamente planejou resgatar os 64 reféns e trazê-los de volta ao centro postal.

De repente você escuta sons de explosões. Olhando para fora, nas planícies onde os reféns estão alojados em quatro casernas, você enxerga uma dessas casernas em chamas. Os reféns estão correndo freneticamente, desesperados por uma chance de escapar. Os tanques e aviões dos Burgelings estão se aproximando rapidamente e vidas podem ser perdidas. Seu helicóptero está pronto para o resgate e completamente armado... Não há tempo a perder." (link Manual Choplifter Apple II



Desnecessário não? Chega a ser cômico o jogador com um helicóptero dos correios, armado com uma metralhadora saindo para combater tanques e aviões. Provavelmente esta trama não foi escrita pelo Dan Gorling.

Valendo como curiosidade os "Burgelings" são os inimigos padrões dos jogos da Broderbund, onde aparecem em alguns jogos desta desenvolvedora. Será que há alguma relação de Choplifter com os outros jogos? Nem pensar.

Como já foi previamente explicado, Choplifter é um jogo onde o jogador controla um helicóptero visto em terceira pessoa com o objetivo de resgatar pessoas em meio a um cenário de guerra. Ante isso, há um fator mais "humano" nesta desafiadora tarefa... No jogo não há um contabilizador de inúmeros pontos com sete dígitos ou um “leaderboard”, mas sim mostradores de quantos reféns estão no helicóptero, quantos estão salvos na base e a quantidade de mortos. Sim... No fim a única forma de comparar o desempenho do jogador é relacionando a quantidade de pessoas resgatadas com o saldo de mortos.






Em Choplifter, conforme a história há no total 64 reféns no jogo inteiro. A cada caserna ou quartel ficam 16 deles que estão espalhados pelo cenário para ser resgatados. É necessário que o jogador "abra" estas construções para libertar os reféns sem que os matem. Todos os 16 reféns de cada construção devem ser salvos ou estar mortos para poder prosseguir para o seguinte.

O objetivo básico do jogo é resgatar os reféns e retornar para a base com segurança. O jogo não conta com cordas ou escadinhas, então é preciso pousar o helicóptero para as pessoas entrarem nele, tomando cuidado para não pousar em cima dos reféns ou então serão terrivelmente esmagados, contabilizando o número de mortos. Como ele comporta "apenas" 16 pessoas, é necessário fazer algumas viagens até a base para deixá-los em segurança. O jogo termina quando terminar as vidas ou acabarem todos os reféns para  ser resgatados, que podem estar mortos ou salvos. A pontuação máxima é de 64 reféns vivos.   


Desembarca aí raça!!


O helicóptero responde logicamente para cima, baixo e para os lados movendo o controle do joystick. Há 2 posições em que o helicóptero pode ficar: virado para ambos os lados, para poder se movimentar rapidamente e atacar os aviões e com a frente do helicóptero voltado para frente, chamado de "tank attack", para melhorar a precisão dos tiros sobre os tanques de guerra.

Mas só resgatar pessoas pelo jogo não é nada divertido, três tipos de inimigo do jogo vão tentar atrapalhar sua nobre missão. À medida que a missão do jogador vai se completando, os Burgelings (toda hora que escrevo esse nome eu me lembro de Burguer King) vão reforçando suas unidades, tornando cada vez mais difícil ficar inteiro. Os tanques que surgem em um plano mais abaixo na tela, vão tentar destruir seu helicóptero e de quebra podem também matar os reféns com seus tiros. Os aviões são outro tipo de inimigo que aparecem, eles dão rasantes e igualmente podem matar os inocentes. Mas diferentemente do tanque, eles aparecem com menos frequência e só vão começar a surgir quando a primeira "leva" for resgatada. Por último e o mais mortais dos inimigos são os drones de minas aéreas... É o único veículo inimigo que pode te atacar adentro da fronteira de sua base.


Tanque inimigo rasgando o solo roxo.

Toda essa ambientação de guerra é apresentada de forma consistente, mas é preciso levar em consideração as limitações técnicas da plataforma (clock de 1 Mhz, 4K de RAM, dysplay de 40x48 16 cores). Solo roxo, helicóptero e pessoas em branco, lua parecendo à estrela da morte ou um “disco Ball”, fazem parte do cenário.

Um ponto de destaque para os gráficos de Choplifter são os próprios reféns. Da a sensação de que aqueles pequenos contáveis pixels brancos sem definição estão vivos, acenando desesperados implorando por sua ajuda. Ao chegar perto vemos pularem e ao pousar, todos eles começam a correr freneticamente em sua direção.

Choplifter foi portado para muitas outras plataformas entre 1982 e 1987... Eu até diria que foi prostituído (no bom sentido), pois a lista não é pequena (fonte: wikipedia):

System
Year of release
Apple II
1982
Atari 5200
1982
Atari 7800
1987
Atari 8-bit
1982
Atari XEGS
1988
ColecoVision
1984
Commodore 64
1982
Commodore VIC-20
1982
NES
1986
SEGA Master
1986
MSX
1985
Arcade
1985


Até a chegada para a versão de arcade em 1985, todas as versões foram ports originais com pequenas mudanças técnicas de cada plataforma, com exceção do Atari XEGS, onde houve uma evolução gráfica mais significativa.

Choplifter para Atari XEGS


Arcade de Choplifter
Em 1985 a SEGA abriu os olhos para este influente jogo no ocidente. Acabou adquirindo direitos sobre Choplifter (junto com Pitfall 2) e produziu sua própria versão para o arcade utilizando seu hardware “Sega System 1” e “Sega System 2”. A fórmula já era totalmente viciante, mas conseguiram trabalhar melhorando quase todos os aspectos do jogo continuando sendo fiel à jogabilidade. Começando pelos gráficos que foram melhorados, no qual os efeitos de “paralaxes” foram retrabalhados ao extremo, dando uma adição particularmente atraente e uma melhor impressão de profundidade. Além disso, foram incluídos 4 novos cenários (cada um com seus inimigos característicos) como: batalha naval, cavernas e uma cidade futurística. Essas novas regiões trouxeram consigo um novo olhar, mais detalhado e algumas variedades muito necessárias.



As mudanças não ficaram somente nos gráficos. Vários elementos na jogabilidade foram retrabalhados ou modificados, sendo a principal delas a inclusão, necessária (tendo em vista ser um arcade) de um sistema de pontuação pelo resgate dos reféns e destruição de inimigos. Outras mudanças foram à inserção de um medidor de combustível (para servir como limitador de tempo e sensação de urgência) e a quantidade de reféns por cada construção passando para apenas 8. Quando completa 20 reféns resgatados, o jogador avança de cenário.


Efeito "paralax" ao estremo com Choplifter Arcade

A abordagem da SEGA provou ser a mais acertada, conseguiram equilibrar o espírito do original com as necessidades do mercado de jogos eletrônicos, e o resultado é considerado por muitos como a versão definitiva de Choplifter. Vale ressaltar que Choplifter foi um dos poucos casos que teve uma “rota reversa”, ou seja, primeiro surgiu em plataformas domésticas (home systems) e depois que foi portado para o arcade.


Capa de Choplifter para Master System
Para acompanhar o lançamento de arcade, a SEGA produziu também uma versão doméstica para o seu console SG-1000. Era mais próximo do jogo original da Apple, mas acabou acrescentando alguns poucos componentes para ajudar a prolongar sua vida nas prateleiras. Apesar de ser considerado um bom port, os fãs queriam ter a experiência do Choplifter arcade em suas casas. Quando em 1986, foi à chance do Master System (Mark III) receber o game (exceto no Japão). A SEGA trouxe o jogo de volta aos consoles com um port do próprio arcade. Apesar da necessidade de terem que limitar os gráficos para um hardware inferior, era tão bom quanto o do próprio arcade, modificando a quantidade de reféns para passar de fase: passou de 20 para 40 reféns.


Versão do Master System não ficou devendo nada

Aqui fica uma curiosidade: no Master System é a primeira vez o jogador pode saber o modelo ou nome do helicóptero. Conforme o manual do game ele é chamado de “Hawk Z”.



Para não deixar o Japão pra trás, a Jaleco conseguiu direitos para portá-lo para o NES, mas diferentemente do Choplifter para o Master System, acabou ficou um jogo ruim. Aparentemente baseado na versão da SEGA, parecia que estava a uma geração atrás.


Choplifter no NES



Tudo isso pode ser simplificado com este vídeo que mostra a evolução de Choplifter em cada uma de suas versões:






Choplifter II


Capa de Choplifter II para o Game Boy


Depois de 9 anos de ports de Choplifter, viram que estava na hora de inovar um pouco. Em 1991 a Beam Software desenvolveu o Choplifter II para o portátil Game Boy , sendo o primeiro portátil a receber este jogo.

Apesar de rodar em um portátil monocromático, em Choplifter II houve inúmeras melhorias significativas tanto na parte gráfica quanto na jogabilidade. Deixou de ter uma ação mais rápida e frenética e passou a ser mais cadenciado, exigindo mais cuidado ao aproximar dos reféns e uma maior exploração, isso muito pela própria característica do novo terreno. 


Cenários mais elaborados.

Por falar no terreno e no cenário como todo, é ai onde houve a maior mudança no game. Não é mais um plano, agora o cenário tem níveis de altura e mais estruturas que exigem maior perícia do piloto. Têm vulcões, morros, árvores, construções maiores e mais elaboradas, níveis e subníveis para maior exploração. Cada cenário conta com suas próprias características de terreno, por exemplo, no deserto há coqueiros, nas cavernas tem as galerias com estalactites, na cidade tem arranha-céus e assim por diante.

Choplifter II tem 5 cenários cada um com 3 fases, totalizando 15 fases ao todo.

Setor 1 – Deserto
Setor 2 – Cavernas
Setor 3 - Oceano
Setor 4 - Selva
Setor 5 - Cidade


Primeira fase no deserto.
Fase no mar.


Para cada setor é apresentado uma pequena animação, melhor dizendo, uma simples imagem mostrando um resumo do que tem pela frente. Também há uma animação de um mapa geral, mostrando a transição entre os setores ou cenários.



Além dos cenários, também há uma maior variedade de inimigos. Tanto que alguns parecem ter saído de jogos com temática menos realística como Super Mario, Chip n´ Dale, etc. Então o jogador tem que estar preparado para esquivar de macacos atirando cocos, nuvens de tempestade soltando raios e pequenas aves... Sim aves, por que não? Podemos derrubar aviões, porque não helicópteros? Além disso, há também os inimigos mais tradicionais como canhões antiaéreos, tanques, aviões e outros helicópteros. Outra importante inclusão no jogo são os projéteis ou obstáculos que o próprio ambiente pode lançar no jogador: vulcões lançam pedras para o alto, chaminés expelem chamas, etc...


Cuidado com o macaquinho em cima da árvore

Neste jogo os inimigos não fazem mais parte de uma facção (Burguer Kings... quero dizer, Burgelings), nem ao menos é apresentado uma história no jogo... Na verdade nem o primeiro Choplifter, mas a história estava no manual. Acreditamos então, que não se trata mais da mesma trama do primeiro jogo, pois neste há bem mais de 64 reféns ao longo do jogo todo.



Na parte da pilotagem do helicóptero não mudou muita coisa, permanece o mesmo tipo de controle da aeronave com visões laterais ou de frente, mas uma pequena mudança na mecânica para se adaptar aos novos cenários. Apesar disso, também houve uma evolução quanto ao armamento. O helicóptero agora conta com diversidade de armas cerca de: bombas, mísseis, power ups e também uma cordinha para auxiliar no resgate dos reféns.



B- Bombas
M- Mísseis
S- Invencibilidade
I-Invisibilidade
F-Fogo (Napalm)
R- Corda


Lembrando que esses são itens adquiridos nas fases e são limitados.


Bombas!!!!

A contagem de pontos foi herdada dos seus antecessores mais atuais. No início e final do game é mostrado um “leaderboard” com a classificação geral dos jogadores.


Choplifter III (Game Boy e Game Gear)


Capa de Choplifter III para o Game Boy
Depois de ver toda a evolução de Choplifter II em relação ao primeiro, melhor dizendo, aos primeiros, acabou a capacidade criativa em Choplifter III, pelo menos nas versões de Game Boy e Game Gear.



Capa de Choplifter III para o Game Gear

Nota: Não confundir com o Choplifter III do Super NES, esse sim merece uma sessão inteira só para este jogo.

Choplifter III pode ser considerado apenas uma expansão de Choplifter II. Desenvolvido pela Teeny Weeny Games e a Beam Software em 1994 apenas na Europa, o jogo continua com os mesmos cenários, mesma jogabilidade e mesmos inimigos. Houve apenas um trabalho de redesign das fases e a inclusão de alguns armamentos. Além de contar com os mesmos tipos de munições e powerups do jogo anterior, foi adicionado os seguintes itens:

C – Bombas duplas com paraquedas.
H - Mísseis teleguiados.
Z – Bomba especial (destrói tudo)



Outro fator de mudança importante foi à distribuição das fases: ao invés de percorrer 3 fases seguidas do mesmo cenário até mudar o cenário , neste jogo percorre-se 1 fase de cada cenário até acabar os 5 cenários, para então entrar na 2 fase de cada cenário novamente. Exemplificando de uma melhor forma: setor 1 da área 1, setor 1 da área 2, ..., setor 2 da área 1, setor 2 da área 2,..., setor 3 da área 4, setor 3 da área 5 (lembrando que área=cenário).

Poucas mudanças.

Também houveram algumas mudanças sutis no mostrador de energia e novas animações de entrada e fases do jogo.


A SEGA não queria ficar só no primeiro jogo... Em 1995 também pela Teeny Weeny Games foi lançado para o portátil Game Gear. Esta versão é um port, idêntico a do Game Boy, mas com gráficos melhorados e coloridos, aproveitando o hardware superior que este portátil tinha em relação ao Game Boy.


Versão do Game Gear.


 Choplifter III – Rescue Survive (SNES)


Choplifter III: Rescue Survive do SNES também foi lançado em 1994 pela mesma desenvolvedora e é querido por muitos, se não todos (inclusive para quem está escrevendo está análise :-). Ao contrário do outro jogo com o mesmo nome, este sim teria algo de novo a oferecer aos fãs. Seria também a primeira oportunidade da série em uma nova geração de hardware depois de estar confinado aos 8 bits por tanto tempo.



Graficamente falando, Choplifter III obteve todas as melhorias que o poder dos 16 bits pode oferecer, deixando os ambientes mais detalhados e envolventes, melhores animações, representando melhor um cenário de guerra. Apesar das melhorias, os gráficos não fazem parte de nenhuma revolução gráfica para os padrões do SNES, ainda mais, quando comparados a outros jogos da mesma época ou até mais antigos. Por ser da mesma desenvolvedora, acabou seguindo a mesma linha do Game Boy sem o belo efeito de paralax da SEGA, mas em contrapartida ganhou muitos detalhes.



Em comparação com outros “Choplifter´s” com gráficos coloridos, este jogo ficou com um ar mais “sério”, com tons das cores mais escuros e menos vivos. Essa mudança deixou o jogo com um aspecto mais realista e desafiador. Os ambientes das fases ganharam um cenário de fundo bem feito que mudam de acordo com o ambiente. Já o protagonista alado do jogo mudou... Passou a ser um helicóptero de assalto imponente ao invés de um simples helicóptero (do correio) armado, ganhou algumas pequenas animações da transição quando vira para os lados e na rotação das hélices.


Agora sim, um helicóptero de respeito!

A série Choplifter nunca foi conhecida pela sua qualidade sonora. Em Choplifter III, assim como os jogos anteriores da série, nenhum aspecto sonoro se sobressai. Os efeitos sonoros representam bem a ação sem nenhum destaque, mas as músicas de algumas fases são ruins e não passam o mesmo clima que os gráficos (é possível desativar nas opções).

Bom dia Vietnam!!!


Mas só de gráficos não fizeram ele ser um notável jogo de SNES... Ok, os objetivos e a mecânica permanecem as mesmas: resgatar reféns e a mecânica de vôo, mas para fazer jus ao novo game da franquia , houveram inclusões muito bem vindas. A variedade de inimigos agora aumentou bastante, podendo o jogador se deparar com tanques, aviões, helicópteros e canhões de diferentes tipos, e também humanos com metralhadoras e lança míssil. Boa parte deles agora fica em locais estratégicos para atrapalhar ainda mais no avanço do jogador. Mas de longe, a melhor inovação na série, foi à inclusão de chefões!!!



Bem ao melhor estilo dos “shoot n´up´s” tradicionais, os chefões são enormes, poderosos e exigem estratégias para derrotá-los. São tanques, hovercrafts, canhões e alguns são próprias construções fixas com vários armamentos montados... Estes geralmente possuem um ponto fraco. Os chefões, assim como qualquer outro (ou não), tem uma diversidade de ataques e precisam de vários tiros para derrotá-los (vão mudando de cor à medida que vai tomando mais danos).












Além disso, continua a mesma variedade de armamentos e power-ups, com algumas diferentes:

-Bombas
-Napalm
-Bola de fogo que se espalha em projéteis menores
-Míssel
-Míssel Teleguiado
-Contra-medida (para fugir dos mísseis inimigos)
-Invencibilidade
-Vida extra



Outra grande inovação no jogo é a base aliada, onde é possível reparar seu helicóptero.



Reparo grátis!!

Em Choplifter III Rescue Survive é que realmente sentimos a falta de uma história. Continuam os mesmos cenários que o jogo anterior e ainda reduziram uma, ou melhor, uniram duas em uma só, totalizando em apenas 4 áreas. Em compensação, aumentaram a quantidade de fases por área para 4. Então quem vier do jogo do Game Boy não terá novidade neste quesito. 




A dificuldade do jogo aumentou consideravelmente, mas agora é possível selecionar o nível de dificuldade nas opções. Na versão americana e europeia só possuem os níveis "Practice" (praticar) e "Normal", enquanto, na versão japonesa já conta com "Easy", "Normal" e "Difícil". Além disso, na versão japonesa, já mesmo no nível fácil o jogador tem que tomar cuidado para não acertar os tiros nos reféns... Se a quantidade de reféns que estiver disponível na fase for menor que a quantidade do objetivo, já era... Perdeu uma vida e reinicia a fase.




Choplifter HD






Passaram-se 3 gerações de consoles e os fãs acharam que nunca mais veriam Choplifter em seus novos consoles. Até que em 2010 foi a chance da inXILE Entertainment e Konami trazer Choplifter de volta ao cenário de games, desta vem em "3D", com gráficos de alta definição e consultoria de ninguém menos que o próprio criador da série: Dan Gorlin.

Lançado inicialmente para Live Arcade do Xbox 360 e PC, Choplifter HD foi uma reformulação completa da série, mas mantendo a mesma essência de arcade. Tudo que foi visto nos jogos anteriores foram readaptados.

Agora é possível escolher o helicóptero, onde cada um possuem seus pontos fracos e fortes, tais como ataque, velocidade, capacidade, dando um ponto a mais no quesito "estratégia". Também houve a inclusão de muitos cenários e cada um deles com uma pequena história (incluindo zumbis por que não?), dando mais motivação para a jogatina. Mas para ter acesso a tudo isso é necessário juntar pontos adquiridos de acordo com o desempenho em cada fase.





Conclusão


Choplifter é uma série que teve seu período de auge, mas que desde o fim do Super NES acabou ficando no esquecimento... No entanto muita gente mais nova acha que Choplifter HD é apenas mais um jogo novo. Não sabem da rica história que teve por trás e a importância que teve no mundo dos videogames.
Assim como qualquer ideia que fez sucesso, Choplifter acabou deixando alguns filhotes como: Desert Strike, Rescue Raiders, Air Rescue entre outros.

Enfim, para quem gosta de jogos de ação com uma pequena dose de estratégia recomendo este excelente jogo. Qualquer complemento ou dúvida podem deixar nos comentários. Espero que tenham gostado. Valeu.




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3 comentários:

  1. Texto muito bom com detalhes de sobra pra quem não conhecia a franquia. Eu só joguei o terceiro no SNES quando criança e devo confessar que nunca fui muito fã do game mas não o considero ruim, ele tem uma boa jogabilidade.

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  2. Eu joguei bem pouco esse ai, mas adorei o post, eu joguei mais o Desert Strike que parece que foi inspirado nesse ai né? enfim ótimo trabalho mano, começou muito bem aqui na equipe 0/

    ResponderExcluir
  3. Opa valeu!
    Apesar do Desert Strike ser um jogo bem diferente, ele acabou pegando emprestado esses elementos de resgate do reféns.

    Não quis mencionar no texto, pois senão ia prolongar muito e podia tirar o foco do game, mas tem um jogo chamado Air Rescue, que é a tentaiva da SEGA fazer seu prórpio Choplifter em 3D... isso em 1992. Vejam só que bacana: http://gaminghell.co.uk/AirRescue.html

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